| João Batista (Autor desconhecido) |
Reflexão sobre 1 JO, 29-42 "JOÃO BATISTA E O MESSIAS"
O
texto em destaque, relata esta constatação de João quando mais uma vez
reconhece a soberania divina, em Jesus Cristo.
Já
no dia seguinte ao batismo de Jesus, quando João O reencontra, ele, João, diz:
“Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Esta certeza, como vimos,
se fez pelo batismo de Jesus quando desce sobre Ele o Espírito Santo, em forma
de pomba, conforme novamente nos relata João neste capítulo 1, versos 32-34.
De
fato, os sacramentos instituídos por Jesus são apenas dois: A Santa Ceia, e o
Batismo. Muitos cristãos admitem outros Sacramentos, mas com certeza são dois
aqueles que foram instituídos pelo próprio Jesus.
Pelo
batismo, independentemente de nossa idade, pois para Deus não há “dimensão
cronológica de vida”, nós somos abençoados como filhos de Deus, portanto
coerdeiros da graça divina.
Pela
Santa Ceia, somos redimidos de nossos delitos e pecados, pelo sacrifício do
Cordeiro, sacrifício do Filho de Deus, que por nós morreu na Cruz. E é o único
a interceder por nós junto ao Pai.
Estas
afirmações nos certificam o verdadeiro sentido da Cruz.
Ou
seja: ao aceitarmos, assim como João Batista, que Jesus é o Filho de Deus,
temos a certeza de que nossa fé está alicerçada na Verdade Divina... E mais: A
certeza de uma vida eterna, tão somente pela graça de Deus e não por nossos
méritos, como diz Paulo aos Efésios (Ef 2,9) “Não por obras, para que ninguém
se glorie”.
Certamente
pelo batismo somos agraciados com a misericórdia de Deus, isto quem nos garante
é Jesus, pela fé que temos no Ressurreto.
Dar
o testemunho deste fato, é como o próprio texto de João relata quando fala da
apresentação do Cordeiro de Deus a dois de seus discípulos, que passam então a
seguir a Jesus.
Seguem
a Jesus porque estavam conscientes de que se tratava do “RABI”, que quer dizer
Mestre. Sim, o primeiro foi André, seguido de um outro que não temos o nome.
Mas André vai e revela a “grande descoberta” a seu irmão Simão Pedro, que é
prontamente reconhecido por Jesus, que o chamou a partir de então “Cefas”.
Esta
história relatada em João cap. 1, nos garante a veracidade dos fatos, e mesmo
que alguns teólogos baseados em uma leitura “histórico-crítica”, queiram nos
convencer de que existem “entrelinhas” nas narrativas, cabe a nós ter a firmeza
de nossa fé para que, como João Batista e André, juntamente com todos que se
seguiram, sejamos portadores desta mensagem salvífica que nos é consagrada pelo
batismo, como vimos domingo passado.
E
que este batismo que hoje praticamos seja sempre um ato sacramental celebrado
diante da Cruz de Cristo, através do elemento água, mas sobre tudo, diante da
Palavra de Deus.
2015
está à nossa frente. Já se passaram vinte e cinco dias deste novo ano.
Já
vivemos momentos fortes que nos emocionaram demais. Momentos estes de alegria
mas também de tristeza.
Certamente
que Deus nos coloca um dia após o outro com jornadas, tarefas e desafios fáceis
ou difíceis que sempre podemos suportar.
Deus
não nos coloca nada como tropeço na caminhada.
Digo
sempre que posso: “A desgraça não é vontade de Deus mas fruto da imprudência
humana”.
Uma
afirmação bastante pesada, e parece não se encaixar nesta reflexão. Mas afirmo
que nossa caminhada nesta vida não se dá com uma sequência de atropelos e
dificuldades. “Segura na mão de Deus e vai”, nos diz o poeta. Deus nos quer
como Seus mensageiros em todas as situações, e em todos os momentos de nossas
vidas. Isto significa dizer que ao reconhecermos Jesus como o Cordeiro de Deus,
somos coparticipantes de Sua graça e isto nos compete compartilhar com todos à
nossa volta, assim como João Batista e como André, mesmo que aqui ou ali, estejamos
enfrentando alguma situação difícil ou até um momento inusitado.
Ser
testemunha de Jesus, não é apenas viver com Jesus, mas é viver em Jesus, para
Sua honra e glória. E por isto damos graças a Deus. Amem.
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