sábado, 24 de janeiro de 2015

João Batista
(Autor desconhecido)

Reflexão sobre 1 JO, 29-42   "JOÃO BATISTA E O MESSIAS"


O texto em destaque, relata esta constatação de João quando mais uma vez reconhece a soberania divina, em Jesus Cristo.
Já no dia seguinte ao batismo de Jesus, quando João O reencontra, ele, João, diz: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Esta certeza, como vimos, se fez pelo batismo de Jesus quando desce sobre Ele o Espírito Santo, em forma de pomba, conforme novamente nos relata João neste capítulo 1, versos 32-34.
De fato, os sacramentos instituídos por Jesus são apenas dois: A Santa Ceia, e o Batismo. Muitos cristãos admitem outros Sacramentos, mas com certeza são dois aqueles que foram instituídos pelo próprio Jesus.
Pelo batismo, independentemente de nossa idade, pois para Deus não há “dimensão cronológica de vida”, nós somos abençoados como filhos de Deus, portanto coerdeiros da graça divina.
Pela Santa Ceia, somos redimidos de nossos delitos e pecados, pelo sacrifício do Cordeiro, sacrifício do Filho de Deus, que por nós morreu na Cruz. E é o único a interceder por nós junto ao Pai.
Estas afirmações nos certificam o verdadeiro sentido da Cruz.
Ou seja: ao aceitarmos, assim como João Batista, que Jesus é o Filho de Deus, temos a certeza de que nossa fé está alicerçada na Verdade Divina... E mais: A certeza de uma vida eterna, tão somente pela graça de Deus e não por nossos méritos, como diz Paulo aos Efésios (Ef 2,9) “Não por obras, para que ninguém se glorie”.
Certamente pelo batismo somos agraciados com a misericórdia de Deus, isto quem nos garante é Jesus, pela fé que temos no Ressurreto.
Dar o testemunho deste fato, é como o próprio texto de João relata quando fala da apresentação do Cordeiro de Deus a dois de seus discípulos, que passam então a seguir a Jesus.
Seguem a Jesus porque estavam conscientes de que se tratava do “RABI”, que quer dizer Mestre. Sim, o primeiro foi André, seguido de um outro que não temos o nome. Mas André vai e revela a “grande descoberta” a seu irmão Simão Pedro, que é prontamente reconhecido por Jesus, que o chamou a partir de então “Cefas”.
Esta história relatada em João cap. 1, nos garante a veracidade dos fatos, e mesmo que alguns teólogos baseados em uma leitura “histórico-crítica”, queiram nos convencer de que existem “entrelinhas” nas narrativas, cabe a nós ter a firmeza de nossa fé para que, como João Batista e André, juntamente com todos que se seguiram, sejamos portadores desta mensagem salvífica que nos é consagrada pelo batismo, como vimos domingo passado.
E que este batismo que hoje praticamos seja sempre um ato sacramental celebrado diante da Cruz de Cristo, através do elemento água, mas sobre tudo, diante da Palavra de Deus.
2015 está à nossa frente. Já se passaram vinte e cinco dias deste novo ano.
Já vivemos momentos fortes que nos emocionaram demais. Momentos estes de alegria mas também de tristeza.
Certamente que Deus nos coloca um dia após o outro com jornadas, tarefas e desafios fáceis ou difíceis que sempre podemos suportar.
Deus não nos coloca nada como tropeço na caminhada.
Digo sempre que posso: “A desgraça não é vontade de Deus mas fruto da imprudência humana”.
Uma afirmação bastante pesada, e parece não se encaixar nesta reflexão. Mas afirmo que nossa caminhada nesta vida não se dá com uma sequência de atropelos e dificuldades. “Segura na mão de Deus e vai”, nos diz o poeta. Deus nos quer como Seus mensageiros em todas as situações, e em todos os momentos de nossas vidas. Isto significa dizer que ao reconhecermos Jesus como o Cordeiro de Deus, somos coparticipantes de Sua graça e isto nos compete compartilhar com todos à nossa volta, assim como João Batista e como André, mesmo que aqui ou ali, estejamos enfrentando alguma situação difícil ou até um momento inusitado.
Ser testemunha de Jesus, não é apenas viver com Jesus, mas é viver em Jesus, para Sua honra e glória. E por isto damos graças a Deus. Amem.

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