sexta-feira, 8 de março de 2019
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Cientificamente a
luz, seja natural ou artificial, nos permite o “ver”. Mas o ato de “enxergar”
está intrinsecamente condicionado ao estado de espírito que se encontra a
pessoa. Portanto o esplendor do “belo” ou a consciência do “feio” é
consequência da combinação da luz com estado de espírito de cada espectador.
sábado, 6 de agosto de 2016
O NOME DA ARTE (w.l.b.
18/06/2005)
Pois é, estas coisas de dar nomes pela "emoção" ou lá qual
o motivo, sempre dá o que pensar...
Conheci uma menina que tem o nome de "Tecla" em homenagem a meu
pai que foi construtor de Órgãos (de tubos para igrejas), referindo-se à
"tecla" do console (teclado)... Brrrrrrr...
Mas se "arte moderna" passou, prefiro considerá-la a identidade
de uma época. Contudo "contemporâneo" sugere tudo o que é
"atual". Pena que aquelas pessoas (artistas) da contemporaneidade,
não acharam uma outra palavra para identificar a época artística de hoje...
Também, creio, ficaria difícil, pois na atual fase contemporânea as linguagens
são tantas!!.
Vem aí (ou já está aí) a "arte de vanguarda", outra confusão para
definir uma época ou estilo, já que "vanguarda" significa tudo o que
está à ("a" craseado) frente de seu tempo ou local, como o
pelotão (militar) que está na linha de frente para a batalha, ou o sujeito que
está sempre pensando adiante de suas atribuições (líderes) . Creio que,
como disse, diante da multiplicidade de diretrizes que se tem hoje,
especialmente frente à desinformação de muitos (há quem diga que
"estilo" é sinônimo de "técnica", quando na verdade é uma
linguagem atribuída a uma determinada época), as tendências artísticas estão
diante de um caos indefinível, o que nos leva a usar mais regularmente o
sufixo "neo": NEO-impressionista; neo-renascentista; neo-clássico
(??); neo-expressionista; neo-cubista; (("neo-confuso") ;-}} ) e daí
para frente. Até porque não é conveniente "batizar" genericamente uma
tendência artística, conquanto esta tendência é sempre regional e define melhor
um trabalho de determinado grupo ou escola: "Die Brücke";
Impressionismo; "Grupo 80"; (veja por exemplo as várias linguagens artísticas
inseridas numa época renascentidta); ("os cyberartistas" = seriam
artistas que professam uma linguagem coerente que identifica o perfil da
Cyberartes, a "cara da Cyberartes", por exemplo).
Bom é que atualmente "ainda" não se encontrou o nome ideal para o
perfil artístico brasileiro (entenda-se...) assim nós teremos ainda tempo para
uma identificação mais filtrada e pesquisada.
O "caos artístico" está instalado no mundo, especialmente aqui,
enquanto as pessoas pensam que colocar tinta numa tela, sem conhecimentos da
teoria da cor, de sua psicologia, da filosofia, e principalmente sem estar
atento ao poder da comunicação, pode ser chamada de "abstrato e
contemporâneo", e se esquece (discrimina) que uma pintura erudita ou
clássica é igualmente contemporâneo (já que foi executada na atualidade).
Discrimina-se o belo (figurativo ou abstrato fundametado) em nome da
contemporaneidade; exatla-se o "caos" em nome da expressão modista.
Despreza-se contudo o trabalho pesquisado em contraponto do casual (acidental).
Tudo o que não é abstrato e contemporâneo (na linguagem desinformada) se
atribui a uma "pintura acadêmica", quando aí (outra vez) se esquece
que "acadêmico" é tudo o que se realiza na Academia, e no caso de
artes plásticas, leia-se "academia" o espaço físico para
realizar Arte. Neste sentido, a arte abstrata (técnica), é tão acadêmica quanto
qualquer outra técnica ou classificação (erudita, clássica, figurativa,
"ultrapassada" ou lá o nome que queiram dar ao
"não-contemporâneo", ao "não-abstrato") realizada no mesmo
"espaço" físico destinado à pintura artística.
"Dar nomes" realmente é crucial: Seja o nome de uma pessoa,
de um estabelecimento, ou de uma linguagem artística. Confere a quem (ou ao
que) se deu um nome, a responsabilidade perene de sustentar uma
autenticidade e fazer desta o espelho fiel de sua identidade, sob pena de
veicular uma imagem frustrante e falsa, além de estressante e deprimente.
Cabe acrescentar que felizmente a "linguagem artística" está
sustentada numa tríade: "criatividade, técnica e espiritualidade"
(grifo meu). Se esta tríade está sólida, se tem a Arte com "A"
maiúsculo, qualquer que seja o nome ou linguagem a que se deseje atribuir a
ela. Convé "emoldurar a obra, isto sim, mas não "emoldurar" a
arte...
"Arte é a propriedade de realizar com as mãos e com sabedoria,
os seus intentos". Daí "artífice; "artesão";
"artista". Daí o "viver com arte".
sábado, 30 de julho de 2016
REFLEXÃO “VIVER UNIDO COM JESUS”
Colossenses 2;6-15
Colossenses 2;6-15
Conhecemos bem a trajetória de vida do Apóstolo
Paulo.
Antes de ser um apóstolo, foi conhecido por Saulo o
temido perseguidor dos cristãos, cruel e devastador. Um verdadeiro carrasco.
Mas os desígnios de Deus não são entendidos por nós
simples mortais... e este “carrasco dos cristãos” é convertido num grande
Apóstolo, evangelizador e missionário.
Paulo vem a ser um protagonista e defensor das
diretrizes e mensagens de vida que Cristo promulgou.
E é justamente deste Apóstolo que advém o texto
bíblico lido, na carta aos Colossenses, Cl 2:6-15. Destaco, contudo, a riqueza
de conteúdo dos versos 6-10: “Portanto,
já que vocês aceitaram Cristo Jesus como Senhor, vivam unidos com
ele. Estejam enraizados nele, construam a sua vida sobre ele e se tornem
mais fortes na fé, como foi ensinado a vocês. E deem sempre graças a Deus.
Tenham cuidado para que ninguém os torne escravos por meio de argumentos sem
valor, que vêm da sabedoria humana. Essas coisas vêm dos ensinamentos de
criaturas humanas e dos espíritos que dominam o Universo e não de
Cristo. Pois em Cristo, como ser humano, está presente toda a natureza de
Deus, e, por estarem unidos com Cristo, vocês também têm essa natureza. Ele
domina todos os poderes e autoridades espirituais. ”
Viver unidos com Senhor Jesus é o meio de
sermos radicados e
edificados nele.
Uma árvore provém tanto o seu alimento como a sua estabilidade; de suas raízes profundas.
Podemos e devemos prover nosso alimento e nossa estabilidade através de nossa
fé bem sólida e da união com Jesus.
Se os cristãos não estão alicerçados e firmes na fé,
correm o risco de ser "empurrados por qualquer vento de doutrina",
como o Ap. Paulo adverte a Comunidade de Éfeso: (Efésios 4:13-15); “Desse modo todos nós chegaremos a ser um
na nossa fé e no nosso conhecimento do Filho de Deus. E assim seremos pessoas
maduras e alcançaremos a altura espiritual de Cristo. Então não seremos mais
como crianças, arrastados pelas ondas e empurrados por qualquer vento de ensinamentos
de pessoas falsas. Essas pessoas inventam mentiras e, por meio delas, levam
outros para caminhos errados. Pelo contrário, falando
a verdade com espírito de amor, cresçamos em tudo até alcançarmos a altura
espiritual de Cristo, que é a cabeça. ”
Eram exatamente esses perigosos ventos que estavam
soprando em Colossos: a
filosofia, a tradição, o culto dos anjos, os mandamentos
religiosos; todas essas coisas que o verso oito chama de “vãs sutilezas”,
conforme a Bíblia de Almeida.
Atualmente se inventam com fartura e com
facilidade, filosofias; doutrinas e teorias....
Cuidemos para não ouvir qualquer ensinamento que
nos afaste da Palavra de Deus. O inimigo de nossa alma procura, mediante os
agentes que emprega, enganar-nos, fazer de nós suas presas. Mas a grande batalha foi consumada por Cristo na
Cruz. A Cruz, onde Satanás por um momento acreditou ter triunfado, foi sua
completa derrota.
Não permitamos que nos roubem, ou, antes, que
roubem do Senhor aquilo que Lhe pertence.
Parece que este Apóstolo conhecia bem nosso mundo
contemporâneo, pois não nos faltam exemplos de doutrinas falsas e aliciadoras
que constroem uma mensagem convencedora, e que com eloquente retórica, com um
“falatório e teatralização” trazem a público seus interesses pessoais. Pregam
em benefício próprio.
Diz um provérbio mexicano: “ELES TENTARAM NOS
ENTERRAR. NÃO SABIAM QUE ÉRAMOS SEMENTES”. Sim uma verdade que deve estar bem
plantada em nós que nos consideramos
Cristãos. JESUS, A BÍBLIA (a Palavra) E NOSSA FÉ
são nossos três pilares principais que não nos deixarão desviar para caminhos
escusos. Como assevera Paulo: “vivam
unidos com ele. Estejam enraizados nele”
Não nos deixemos intimidar e sejamos esta semente
firmemente plantada em solo fértil, que crescerá e levará adiante o amor e
misericórdia de Deus.
Em João 6,60 ss, ocorre um
diálogo de Jesus com seus seguidores. DIZ O TEXTO:
Muitos seguidores de Jesus ouviram isso (AS
MENSAGENS DELE) e reclamaram: — O que ele ensina é muito difícil! Quem pode
aceitar esses ensinamentos?
...JESUS RESPONDEU: As palavras que eu lhes
disse são espírito e vida, mas mesmo assim alguns de vocês não creem.
Por causa disso muitos seguidores de Jesus o
abandonaram e não o acompanhavam mais.
Então ele perguntou aos doze discípulos:
— Será que vocês também querem ir embora?
Simão Pedro respondeu: — Quem é que nós vamos
seguir? O senhor tem as palavras que dão vida eterna! E
nós cremos e sabemos que o senhor é o Santo que Deus enviou.
E nesta conturbada vida com muitas propostas
que mexem com nossa fé... Como reagiríamos a esta pergunta de Jesus? Como
entendemos e aceitamos as palavras de Jesus?
A resposta está no coração de CADA UM DE VOCES,
mas fiquem atentos para não serem como aquelas pessoas que abandonaram Jesus.
Qualquer palavra, mesmo que citem uma fonte
bíblica, deve ser analisada a luz de Cristo, a saber, apontar para a Cruz, para
Jesus e se perguntar:
Jesus diria ou disse isto?; Jesus aprovaria isto?
Se a resposta for positiva, então siga em frente
com firmeza de fé e segurança...
Diz o poeta em lindo hino:
“Creia sempre, sem cessar, siga em fé, sem vacilar,
creia em Cristo até o fim; ele chama: Creia em mim! .... Sua eterna promissão
dá constância ao coração... Vale a pena prosseguir. Glorioso é seu porvir....
Bem que a luta seja atroz, ouça sempre a sua voz. Creia em Cristo até o fim...”
HÁ MUROS, OU ESPERANÇA?
(Is 60,18-22)
“Dispõe-te,
resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor nasce sobre ti”.
Is
60, 18-22) Já não se ouvirá falar de violência no teu país, nem de ruína e
devastação no teu território; às tuas
muralhas chamarás “Salvação” e às tuas portas “Glória”. O
Senhor, luz que não se apaga O sol já não será tua luz durante o dia, nem a
lua te iluminará com seu brilho durante a noite, mas o Senhor será tua luz
permanente e teu Deus, teu resplendor fulgurante. Teu sol já não se porá e tua
lua não terá minguante, pois o Senhor
será a tua luz para sempre, e terminarão os teus dias de luto.
Há
muros entre os homens que buscam afastar a comunhão entre os filhos de Deus.
Quantas vezes, os muros da vida estão separando os interesses comuns. Por
incrível que pareça, justo os interesses comuns, não deixam que as pessoas
vejam o que está de fato do outro lado, isto é, do lado interno de seu
semelhante. Que estranho! Há também aquele muro que está dentro de cada pessoa,
bloqueando a própria vida, os próprios sentimentos. A revelação de Isaías ao
descrever a glória da nova Jerusalém, (texto acima), inicia logo no primeiro
verso: “Dispõe-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor
nasce sobre ti”. Seguem-se versos lindíssimos, de esperança, fé na
nova Luz, e encerra com os igualmente belos versos. A esperança e a luz que
pode (e deve) nascer em cada pessoa, não visa derrubar o muro, mas entender
este muro como o elemento de salvação. O teu território (teu interior) como uma
cidade da nova Jerusalém, aquela que Cristo o Senhor reergueu em três dias. E a
pequena fresta que resplandece uma luz reluzente, abre novas perspectivas,
novos horizontes, dentro e fora de si, “pois o Senhor será a tua luz para sempre, e terminarão os
teus dias de luto”. Abrir a porta do coração, nem que seja uma pequenina
fresta, é a grande virtude que revela o “Senhor, luz que não
se apaga”.Toda esta questão faz lembrar como uma alma iluminada pela fé em Cristo derruba aquela negritude de
nossos corações, as muralhas da cegueira espiritual: A negritude do cotidiano
somente prevalecerá se a luz da fé for apagada. Muralhas, sim, mas às tuas
muralhas chamarás “Salvação”.E aí, terá sido bom e verdadeiro que a porta
se abriu, “mas o Senhor será tua luz permanente e teu Deus, teu resplendor
fulgurante”. Aí haverá uma irradiação sincera do nosso verdadeiro ser,
despojado de muros, e o esplendor que se externará será fruto da riqueza de detalhes da alma.
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