Educando e Educador
Uma das grandes missões da vida em família está exatamente na educação dos que trouxemos ao mundo. Nossos filhos e filhas. As questões de educação e principalmente de convivência ocorrem não só naquele meio, mas em várias áreas da caminhada das pessoas, desde seus primeiros passos e para sempre. A vida é um eterno aprender e ensinar: “É bom ser adulto o bastante para poder ensinar, e suficientemente criança para sempre aprender”.
Pois é, somos sempre adultos e sempre crianças... Independentemente da idade. Depende de quem está ensinando e de quem está aprendendo.
Geralmente a relação se dá apenas em uma via, isto é: o mais velho quer impor sua experiência ao mais novo. Quando se está ao nível de relacionamento “pai (mãe) filho/a”, me parece que esta relação é mais acentuada.
(Ef 6,4) “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor”.
Parece um tanto confuso este proceder. Remete a uma linha de educação “liberal” que vimos acontecer especialmente nos anos 70 a 90, ou ao “radicalismo fundamentalista”.
No entanto, vemos também em várias áreas da educação que o ser humano é de certa forma “pressionado” a assimilar diretrizes e preceitos, sem falar de mitos, ritos, preconceitos, modismos, caprichos... Enfim, é um “batalhão de normas” só para ser “um bom menino na sociedade” em que vive. Se olharmos bem, repito, independentemente da idade, é a relação educador - educando. Esta relação, no entanto, é extremamente saudável na proporção do entendimento sobre a eficácia do diálogo, ou seja: “... ser adulto para ensinar e ser criança para aprender...” O exemplo de vida é a consolidação de nossos passos; é a maneira de enxergar determinada situação ou coisa, de ver sua praticidade, entender sua lógica no contexto e colocar em prática. Revela-se assim a verdadeira relação de diálogo.
A principal diferença entre um indivíduo e uma pessoa é exatamente a diferença ente impor e dialogar.
O amor que Cristo recomendou fundamenta-se na relação fraterna. Convém refletir sobre 1Co 13, 1ss, em especial o versículo 13: “No presente permanecem estas três: fé, esperança e amor; delas, porém, a mais excelente é o amor”. Leia-se aqui “amor” como “caridade” segundo algumas traduções bíblicas. Seja como for, onde houver esta ênfase: fé, esperança e amor, tudo o mais será conseqüência frutificante, e não o meio aliciador.
Mas... E se nada disto acontece? Se o “individual-ismo”, em todos os sentidos, persistir? Se a solidariedade, a fraternidade, a comunhão, a compreensão... deixar de fazer parte do nosso “ser”? Então ore. Converse com Deus, com o Pai misericordioso...
O Salmo 27, 10 lembra: “Se meu pai e minha mãe me abandonarem, o Senhor me acolherá”.
Esta certeza é por demais gratificante e nos garante a misericórdia divina.
Outra vez o Salmista nos aconselha (Sl 37,5-7a):
“Confia teu caminho ao Senhor e nele espera! Ele atuará, ele fará surgir tua justiça como a aurora, e teu direito como o meio-dia. Descansa no Senhor, e espera nele!”.
Educador ou educando; pai e mãe, ou filho e filha, não importa. O que mais produz frutos é saber que o amor é soberano, e que tanto o “educador” como o “educando”, isto é: tanto aquele que propõe ensinar como aquele que deseja aprender, ambos tem muito a dar e a receber.

Oi Walter
ResponderExcluirAmei este post, concordo, temos que ter sabedoria para o momento de ensinar e para o momento de aprender seja com quem for, acho que todos têm a ensinar, mesmo as pessoas mais humildes e desprovidas "do conhecimento escolar"
podem sim, ensinar vivência, amor ao próximo, compaixão, humildade...A vida é uma grande oportunidade de aprendizagem que não devemos desperdiçar.
Adriana
Oi Adriana
ResponderExcluirRealmente a educação é a base do futuro e da sobrevivência