Os dois lados de nosso Cérebro
Se observarmos o nosso cérebro, visto de cima, parece uma noz. Segundo estudos científicos, o lado (hemisfério) esquerdo do cérebro controla os movimentos do lado direito do corpo e todas as funções e aptidões ligadas a linguagem, a razão, e a lógica. Conquanto o lado (hemisfério) direito do cérebro controla os movimentos do lado esquerdo do corpo e as funções sensitivas, emocionais e criativas. Em breves palavras, procura-se compreender as funções cerebrais que controlam toda nossa capacidade motora e sensitiva.
No século passado, entendiam os médicos, que a grande maioria de nossa capacidade geral, vinha do hemisfério esquerdo, e que, o hemisfério direito era de pouca utilidade. Após exaustivas análises, e principalmente observando-se as reações de pessoas acidentadas no cérebro (principalmente as atingidas no lado esquerdo), pôde-se constatar estas diversidades potenciais e que as funções eram (e o são) evidentemente fortes e plenamente aproveitadas pelo indivíduo, desde que assim o queira.
Constata-se portanto que “o hemisfério esquerdo é verbal e analítico, enquanto o hemisfério direito é não-verbal e global (pleno)” Isto equivale dizer que temos ao nosso dispor todo o poder para assimilar e processar as informações analíticas e da razão, da mesma forma e na mesma intensidade que nossos sentimentos, criatividade e emoções.
Basta que nosso “ser” assim o deseje e principalmente o pratique em sua “máxima”.
A força de nossa mente, a capacidade de concentração individual é sem dúvida, o cerne de toda criatividade e principalmente o maior potencial de vida e de arte (arte de ver, ouvir, transmitir, falar, cantar, escrever, pintar, interpretar), a grande arte de amar...
Assim por exemplo, a “criatividade infantil”, a maneira espontânea da criança se manifestar e de criar suas fantasias e suas estórias, devem ser alimentadas por aqueles(as) que estão responsáveis por sua educação, alimentando e exercitando constantemente o uso do hemisfério direito.
Isto significa que uma criança, um jovem que está motivado a ser criativo, é apto à prática artística (qualquer que seja esta arte: plástica, música, teatro, escrita poética...)
E quanto mais cedo se estimular este hemisfério, da sensibilidade, do amor, da intuição, do criativo, tanto mais dinâmico e prático será o hemisfério oposto, portanto a própria personalidade individual.
Já dizia Salomão: “Ensina a criança o caminho em que deve andar, e ainda quando for velho, não se desviará dele” (Provérbios, 22:6).
Constam dos arquivos científicos, que o ser humano somente aproveita 5% de sua disponibilidade cerebral...
Assim sendo, nos surpreendemos com o quanto nos é fértil e “livre” o nosso “arquivo intelectual”.
Podemos, independente da idade, fazer uso desta disponibilidade estimulando estas funções através de exercícios próprios, através da força de vontade e “acreditando em seu próprio potencial criativo”.
As artes, em especial artes plásticas, o desenho, as técnicas de gravura (a xilogravura, metalgravura ou mesmo a serigrafia), a aquarela, e sem dúvida, a música e a escultura, são perfeitos estimuladores e tranqüilizadores, independentemente do “dom da arte”, que aliás é um tema à parte para uma discussão bastante interessante (esta questão de ter ou não ter “dom”...)
Fato é que, comprovadamente, nosso poder intelectual ainda tem muito espaço para armazenar informações, e para começar novos rumos ou novos desafios mesmo em idades mais avançadas. Exemplos não faltam, de pessoas que muito cedo se revelaram altamente criativos, ou aqueles(as) que em idade mais avançada, após longa vida profissional em área totalmente diferente, se despertaram para as artes com surpreendente valor artístico, como por exemplo Mary Moses, que começou sua carreira aos 80 anos e foi neste “novo” rumo até aos 101 anos de idade...
Deixo aqui um pensamento, para nossa reflexão:
Arte é a habilidade do fazer com perfeição, propriedade e sabedoria, associado à força intuitiva e ao amor.
Portanto basta querer dedicar-se, e estimular os sentidos disponíveis, e veremos grandes realizações.

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